P.S.: O título é original da matéria que ainda será publicada.
Beijos ;*

Elas se conheceram há 11 anos. Ambas eram casadas e tinham suas famílias e filhos. Mas um sentimento diferente tomou conta das duas, que resolveram deixar suas famílias tradicionalmente heterossexuais e se dedicarem à construção de uma nova história.
Maria Aparecida de Jesus, 44, e Neidemar Souza Leite, 42, ambas comerciantes, vivem juntas sob o mesmo teto há 10 anos. Maria teve um filho, hoje com 25 anos, mas já vivia, antes de conhecer Neidemar, com uma outra mulher. Neide tem três filhos: uma jovem, de 23 anos, e dois rapazes, de 19 e 14 anos de idade. Era casada com um homem até conhecer Maria.
“A gente se conheceu e rolou um clima muito grande. Eu deixei minha companheira pela Neide, e falei a ela sobre o que eu sentia. Como não dava para continuar naquela situação, resolvemos deixar nossas famílias, namorar e, depois de um ano, morarmos juntas”, conta Maria, que à época em que se conheceram era motorista de caminhão, e Neide, dona-de-casa.
Ao decidirem por ter uma vida juntas, as duas, no entanto, não abriram mão de ter seus filhos morando junto com elas. “Quando tomamos a decisão de morarmos juntas, comunicamos aos nossos filhos – que à época tinham idades que variavam de 4 (o mais novo) a 15 (o mais velho) anos. No início houve uma pequena resistência, mas hoje nossa relação é extraordinária”, revela Neide.
A história de Neidemar e Maria não é uma exceção. No próximo sábado, 28, é comemorado o Dia Nacional do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros) e segundo estudos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, hoje, existem 17,5 mil casais homossexuais. E mais: 10% da população brasileira são homossexuais.
Maria saiu de casa muito nova, aos 12 anos de idade. A mãe, dona Aparecida de Jesus Silva, hoje com 79 anos, resolveu se casar novamente, após perder o marido, com um senhor
Maria veio parar em Colatina, onde construiu sua nova vida. Há cerca de quatro meses, ficou sabendo que a mãe – que já era viúva e morava com os sobrinhos
Assim que foram morar juntas, Maria e Neide pensaram numa forma de se sustentar, de começar do zero, afinal, tinham acabado de constituir uma nova família. Foi então que montaram o Trailler das Mangueiras, no bairro Honório Fraga, em Colatina, onde residem até hoje. O ambiente ficou famoso entre os jovens, principalmente por estar situado próximo a uma faculdade tradicional do bairro.
Em casa, as duas tomam conta de tudo e de todos. “Às vezes a gente discute por uma coisa ou outra. Mas qual relacionamento não tem problemas?”, considera Maria.
“Preconceito a gente já sofreu, sofre e vai sofrer, mas a gente tira de letra”, diz Neidemar. Certa vez, Maria recebeu o telefonema de um cara que, do outro lado da linha, perguntou em tom pejorativo: “É do trailler da sapatão?”; no que ela respondeu: “É, sim, e no que posso ajudá-lo?”. “A brincadeira de mau gosto parou por aí”, conta Maria. Segundo ela, a maior parte dos homossexuais sofre preconceito hoje por não exigir respeito. “Meus vizinhos, meus clientes, meus amigos, minha família, todos nos respeitam e nos tratam com dignidade porque nós nos damos o respeito. Se o homossexual não se impuser como uma pessoa normal, que não é diferente de ninguém e não exigir respeito, ele nunca será bem tratado e nunca terá suas atitudes valorizadas. Existe um ditado que é clichê, mas vale: ‘O seu limite termina aonde o do outro começa’. Na sociedade deve ser assim”, diz. Quando perguntadas se são felizes, as duas respondem em coro: “E você ainda tem dúvidas?”
2 comentários:
O interessante dessa história de vida, pelo menos no que eu entendi, foi que os filhos não tiveram com preconceito com suas mãe, e a família também, imagine se a família fosse contra o relacionamento delas?
Eu acho que seria diferente, talves mais difícil, mas é interessante, que elas não são as únicas, a se contituírem uma família, gostei dessa matéria, do assunto, e da hitória, agora ao fato do telefonema do cara, Maria estava certa em respeitar, pois nunca poderemos exigir respeito sem respeitar, isso faz parte da nossa educação.
a to só passando, pra comentar, se quizer falar mais sobre a história, eu so do uma f/f do seu fotolog
meu fotolog é fotolog.com/sweethatha
agente não se conhece, como eu disse antes, eu achei interessante essa história.
beijos, espero ler outras matérias mais interessantes que essa.
conheci no reveillon um casal assim, mas elas sofreram mais com as familias e abandonaram tudo em SP pra recomeçarem aqui em Salvador.
ótima reportagem
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